Revista Oeste / Reprodução

A Argentina formalizou hoje, 31 de maio, a inclusão do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (CGRI) em sua lista de organizações terroristas. A medida, anunciada pelo gabinete presidencial, demonstra um novo foco no combate ao terrorismo internacional.

Segundo a Revista Oeste, a decisão se justifica pela ligação do CGRI com o grupo Hezbollah, responsável pelo ataque em 1994 ao centro judaico Amia, em Buenos Aires. O atentado, que ceifou 85 vidas e deixou centenas de feridos, permanece como o evento mais letal da história argentina.

O governo argentino pretende, através dessa classificação, aplicar sanções financeiras e impor restrições às operações do CGRI. A organização, composta por uma unidade militar de elite, tem como função proteger o regime xiita iraniano e desempenha um papel significativo na economia do país.

A inclusão do CGRI na lista de terroristas alinha o governo de Javier Milei com os interesses dos Estados Unidos, que já reconhecem o grupo e o Hezbollah como organizações terroristas. Recentemente, a Argentina também adicionou o Cartel Jalisco Nova Geração à mesma lista, consolidando essa aproximação com Washington.

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