Divulgação/Veja

A autoridade monetária brasileira abriu duas apurações internas para examinar se ex-dirigentes do Departamento de Supervisão Bancária acumularam patrimônio desproporcional aos vencimentos declarados. Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, antigos chefes do setor, viraram foco de sindicâncias patrimoniais iniciadas em 8 de janeiro, conforme apurou o portal Metrópoles. As análises, mantidas em sigilo, buscam traços de ganhos indevidos em meio ao escândalo do Banco Master.

Essas sindicâncias serviram de base para as restrições impostas pelo ministro André Mendonça, do STF, na esfera penal. Desde quarta-feira, 4, os ex-servidores usam tornozeleira eletrônica, estão proibidos de contatar outros alvos da Operação Compliance Zero e não podem sair de suas cidades.

Interceptações da PF mostram que Daniel Vorcaro, controlador do banco, teria atraído a dupla para uma rede de favores internos no BC. Belline trocava dados regulatórios sobre o Master com o banqueiro em encontros particulares e chamadas, incluindo uma oferta de contrato fictício via Varajo Consultoria para disfarçar serviços irregulares.

Neves de Souza deixou o posto de chefe-adjunto em 19 de janeiro, enquanto Santana saiu da chefia no dia 27. Embora as sindicâncias não gerem punições imediatas, confirmação de falhas pode levar a processos disciplinares com risco de exoneração, além de alertas ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas da União e ao Coaf.

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