O ex-vereador Carlos Bolsonaro detalhou a visita que realizou ao pai, Jair Messias Bolsonaro, durante sua prisão domiciliar, revelando preocupações com o caráter político da restrição imposta e um claro sentimento de isolamento do expontâneo líder conservador. Em publicação nas redes sociais na última sexta-feira, 4, Carlos relatou estar ciente dos acontecimentos que se desenrolam no país – apesar das limitações impostas –, evidenciando a percepção de uma interferência indevida em sua liberdade e comunicação.
A visita durou aproximadamente duas horas e foi marcada por gestos que refletem o estado de espírito do ex-presidente, conforme descrito pelo pré-candidato à representação no Senado pela coligação bolsonarista catarinense. Carlos descreveu a iniciativa de levar seu pai para uma área externa da residência, permitindo que ele tomasse banho de sol e se aproximasse visualmente do ambiente praiano – um ato simbólico em meio às restrições impostas ao ex-presidente. “Ele vibrou”, afirmou o filho Bolsonaro.
Segundo a Revista Oeste, essa medida visa proporcionar uma pequena alívio para o clima tenso da situação carcerária de Jair Bolsonaro e mitigar os efeitos do que Carlos considera como uma “prisão política”, orquestrada com o claro objetivo de impedir qualquer tipo de contato entre o ex-presidente e apoiadores. A restrição excepcional às visitas, segundo ele, demonstra a radicalização das ações judiciais contra o líder da direita brasileira – um padrão tem se tornado cada vez mais frequente sob o comando do STF.
A visita ocorreu logo após uma decisão judicial que renovou a prisão domiciliar de Bolsonaro por outros 90 dias, mantida com base no estado de saúde do ex-presidente em recuperação de broncopneumonia, conforme relatório da Procuradoria Geral da República que não encontrou elementos para justificar mudança na medida. Paralelamente àquela determinação, o ministro Alexandre de Moraes revogou o porte de arma e registro CAC do ex-presidente, exigindo a entrega imediata das armas vinculadas ao líder conservador em um movimento que intensifica as ações restritivas contra Bolsonaro, como apontado por Eugênio Esber na última edição da Revista Oeste.









