Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Relatórios médicos apresentados ao STF nesta sexta-feira (19) revelam uma melhora no estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a situação continua sob intensa vigilância judicial. O petista permanece cumprindo prisão domiciliar humanitária desde março e o ministro Alexandre de Moraes será central na decisão sobre seu futuro jurídico.

O quadro clínico de Bolsonaro apresenta sinais positivos após a cirurgia realizada em seu ombro direito. Documentos médicos indicam que ele está avançando no processo reabilitatório, com acompanhamento constante para as doenças crônicas preexistentes. Apesar das flutuações na energia física observadas nos últimos dias – o médico relata cansaço e abatimento –, a estabilidade do quadro cardiológico permanece um ponto favorável.

O tratamento terapêutico adotado tem gerado consequências indesejáveis, conforme aponta a equipe médica que acompanha Bolsonaro. A utilização de medicamentos com doses elevadíssimas para controlar os espasmos causou efeitos colaterais significativos como sonolência excessiva e instabilidade postural. Essa situação expõe fragilidades no manejo da saúde do ex-presidente sob custódia, levantando questionamentos sobre a adequação do tratamento em si, mas também sobre as condições de monitoramento que o acompanham.

Segundo a Gazeta do Povo, Bolsonaro continua recebendo terapias com exercícios para fortalecer o ombro e técnicas manuais visando recuperar sua mobilidade funcional. No entanto, essa progressão não é suficiente para dissipar dúvidas quanto à influência da broncopneumonia bilateral na recuperação completa – uma doença que exigiu hospitalização em março de 2026, conforme determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, e que motivou a concessão inicial da prisão domiciliar humanitária. O prazo dessa medida está próximo do fim com o STF sendo chamado para avaliar se mantém ou retorna Bolsonaro ao regime fechado, intensificando ainda mais as pressões políticas sobre o caso.

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