O vereador Carlos Bolsonaro compartilhou detalhes de seu primeiro encontro com o pai, Jair Bolsonaro, após o início da prisão domiciliar em Brasília. Segundo a Revista Oeste, o ex-presidente enfrenta um declínio rápido de saúde.
Carlos relatou que o pai ainda sofre de “crises de soluços intermináveis” e que as comorbidades preexistentes estão sendo agravadas pelo cerceamento de sua liberdade. Ele classificou a situação como “menos pior do que uma prisão” em regime fechado, reiterando a crença na inocência da família.
“Tenho absoluta certeza de que, independentemente da maldade que tentam impor a um homem inocente, ele jamais se entregará”, afirmou Carlos. A visita ocorreu sob rigoroso protocolo do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A decisão de transferir Bolsonaro para sua residência, datada de 24 de março, impõe monitoramento por tornozeleira eletrônica e proíbe o uso de telefones celulares, gravações ou acesso à internet. A Revista Oeste revelou que o regime de visitas é restrito a quartas-feiras e sábados, com janelas de duas horas, e apenas advogados e médicos autorizados podem entrar na residência.
A ex-primeira-dama e a filha caçula possuem livre circulação, enquanto a Polícia Militar mantém um bloqueio de um raio de 1 quilômetro ao redor da propriedade. A mudança para o regime domiciliar, com validade de 90 dias, ocorreu após um período de internação no Hospital DF Star, em 13 de março, quando Bolsonaro apresentou um mal-estar e foi diagnosticado com pneumonia bacteriana.
A defesa do ex-presidente conseguiu a conversão da pena logo após a alta médica, justificando a necessidade de cuidados específicos que o sistema prisional não poderia oferecer. Apesar das limitações físicas e jurídicas impostas pela Suprema Corte, Carlos Bolsonaro descreve o cenário como uma “missão” contínua, afirmando que a “máquina” do pai permanece ativa.









