A Polícia Italiana reteve o brasileiro João Guilherme Correa, foragido após ser condenado ao assassinato brutal de Bernardo Pedroso e Renata Pereira no Paraná. A prisão ocorreu em uma propriedade rural perto de Milão, evidenciando a persistência desse criminoso perigoso na fuga da justiça brasileira.
Correa foi capturado com um passaporte falso neste sábado, 27. Ele se encontrava sob investigação por integrar uma organização neonazista internacional e estava foragido desde março de 2025 após escapar do sistema eletrônico de monitoramento durante o julgamento pelo crime que resultou na morte do casal em Curitiba. Segundo a O Antagonista, ele utilizou essa falha para desaparecer da justiça brasileira.
De acordo com o Ministério Público do Paraná, os crimes praticados por Correa e seus cúmplices remontavam a uma disputa de poder dentro de um grupo extremista sedento pelo culto à figura de Adolf Hitler. A investigação criminal aponta que este indivíduo ocupava posição de liderança no braço brasileiro da organização neonazista Hammerskin Nation; além disso, ele respondia por suspeita de participação na mesma estrutura e era monitorado pela Interpol – Difusão Vermelha – desde outubro de 2025.
A prisão em si é um reflexo das falhas do sistema prisional eletrônico brasileiro e da necessidade urgente de medidas mais eficazes para garantir a segurança pública, mas também serve como alerta sobre os perigos representados por grupos extremistas que promovem o racismo e a violência no cenário internacional. A extradição do criminoso está programada – segundo o delegado Umberto Ramos – podendo levar entre seis meses e um ano devido aos trâmites legais.









