A Gestão do dinheiro público na Câmara dos Deputados continua a revelar falhas preocupantes e falta de responsabilidade com o erário. Segundo a O Antagonista, um pagamento fraudulento de R$31.400 em diárias foi realizado ao diretor-geral da Casa Legislativa, Guilherme Barbosa Brandão, para sua participação no evento conhecido como “Gilmarpalooza”, promovido no 14º Fórum Internacional de Lisboa.
O ocorrido veio à tona com o jornal O Estadão, expondo que a Câmara anunciou publicamente em 20 de maio, um dia antes da viagem, que não haveria despesas e que aquela missão havia sido cancelada devido a conflitos na agenda do parlamentar. A apuração revelou que Brandão somente efetivou a devolução dos valores em 25 de maio seguinte, evidenciando uma tentativa clara de encobrir irregularidades.
A situação se agravava com documentos internos da Câmara, indicados pela O Antagonista, demonstrando autorização prévia do presidente Hugo Motta para o afastamento oficial de Brandão entre os dias 28 e 4 de junho – um período que coincidia precisamente com a participação no evento em Lisboa. A justificativa apresentada pela Mesa Diretora da Câmara como “antecipação” para assegurar reservas, soa agora extremamente frágil diante das divergências documentadas sobre datas e comunicação do pagamento irregular.
O Tribunal de Contas da União (TCU) recebeu uma representação do deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), que aponta a possível prática de desvio de finalidade nas verbas públicas utilizadas na participação de agentes públicos brasileiros no “Gilmarpalooza”, ocorrido entre os dias 1º e 3 de junho. Sanderson solicitou à corte, como apontado pela O Antagonista, uma investigação rigorosa das contas da Câmara, buscando verificar eventuais violações aos princípios basilares do Estado Democrático de Direito nas despesas públicas relacionadas ao evento em Lisboa.









