A campanha governista tem investido em uma estratégia digital para promover uma imagem de Luiz Inácio Lula da Silva com vigor físico. Em 22 de julho, a primeira-dama Janja da Silva divulgou fotografias do petista durante atividades físicas, afirmando que essa prática faz parte da rotina do marido.
Segundo a Revista Oeste, essa iniciativa ocorre em um momento de baixa popularidade do governo, conforme revelado por dados do instituto Ipsos-Ipec. A pesquisa indica que 40% dos eleitores rejeitam a gestão atual, enquanto apenas 33% a aprovam, um resultado historicamente frágil para quem busca a continuidade no cargo.
A preocupação com a percepção pública sobre a idade do presidente, que atingirá 81 anos no término do segundo turno, impulsiona essa estratégia de marketing. Parlamentares como Lindbergh Farias, no início do ano, produziram montagens com inteligência artificial que artificialmente aumentavam a musculatura do presidente, buscando desviar a atenção da extensa lista de intervenções cirúrgicas realizadas desde 2022. Lula passou recentemente por uma cirurgia de catarata, a quarta internação relevante em um curto período.
O prontuário médico do petista apresenta obstáculos significativos à narrativa de “superatleta”. Além do histórico de câncer na laringe, tratado em 2011, o presidente enfrentou a remoção de uma lesão na garganta e uma cirurgia complexa no quadril para tratar de artrose. Um incidente alarmante, com a drenagem de um hematoma intracraniano no final de 2024, resultante de um tombo doméstico, afastou-o de compromissos por semanas. O uso constante de vídeos de exercícios serve como uma defesa visual contra o ceticismo do mercado e do eleitorado em relação à sua capacidade de governar por mais quatro anos.
Estatísticas desde 2002 mostram que presidentes com níveis de aprovação semelhantes aos de Lula nesta fase da eleição raramente alcançam sucesso nas urnas. Em seus mandatos anteriores, o petista registrou índices de avaliação positiva superiores, atingindo 75% em 2010. A queda acentuada no apoio popular força o Partido dos Trabalhadores a utilizar estratégias de marketing de academia, substituindo o debate sobre a eficiência da gestão por demonstrações de resistência física. Essa tática de transformar a atividade matinal em palco político reflete o temor do partido diante de um cenário de derrota iminente.
A Revista Oeste também apurou que a campanha busca substituir o debate sobre a gestão por exibições de resistência física.









