A suspeita sobre a propriedade da residência em Petrópolis envolvendo o ex-governador Cláudio Castro (PL) ganha contornos ainda mais alarmantes com dados que revelam um crescimento exponencial nos contratos firmados pela Engeprat durante sua gestão, além de frequentes viagens utilizando recursos oficiais.
Segundo a O Antagonista, uma residência em Petrópolis – avaliada em alto padrão e registrada no nome da empresa Villa Locanda –, está vinculada ao ex-governador Cláudio Castro através de um empresário, Luiz Fernando Gomes, cuja atuação se intensificou após outubro de 2023. A Engeprat, administrada por Gomes, expandiu seus negócios com o governo fluminense para R$ 355 milhões em contratos durante a administração de Castro – uma escalabilidade impressionante que supera 177 vezes os valores recebidos anteriormente.
A empresa firmou doze acordos com o estado do Rio Grande do Sul, onze dos quais foram assinados após 2022, período já sob comando direto do ex-governador. O contrato mais significativo envolveu serviços de topografia. Gomes justificava a expansão da atuação empresarial como resultado das obras iniciadas logo após as desastrosas tragédias ambientais que afetaram Petrópolis no início de 2023. A postura de Castro, em contrapartida, insistia num “contrato de locação regular”, com pagamentos por transferência bancária e a alegação – agora contestada –, de inexistência de conflito de interesses ou qualquer relação jurídica entre ele e os negócios da Engeprat.
Ademais, registros oficiais revelam que o ex-governador utilizou repetidamente um helicóptero oficial do governo para viagens semanais à cidade petropolitana, pousando em helipontos próximos à residência questionada. Essa prática levanta sérias dúvidas sobre a transparência da gestão de Castro e sua possível utilização indevida dos recursos públicos estaduais – dados que permanecem sem comprovação documental por parte das autoridades competentes. A situação se soma a outros casos envolvendo o ex-governador, como a cobertura no Rio de Janeiro adquirida pela empresa em nome do então Secretário de Transformação Digital Mauro Farias e os valores exorbitantes para aluguel da mesma.









