O CEO da Jaguar, Adrian Mardell, anunciou sua aposentadoria após três décadas na empresa de luxo. Mardell, que atuou na área financeira durante a maior parte de sua carreira, assumiu o cargo de CEO há três anos. A decisão de deixar a posição foi divulgada sem uma razão específica.
A saída de Mardell ocorre meses após a Jaguar lançar uma campanha publicitária que gerou grande controvérsia online. Em novembro de 2024, a campanha “Copy Nothing” foi ao ar, apresentando um comercial colorido e extravagante. Nele, pessoas vestidas com roupas vibrantes e excêntricas apareciam em cenas que incluíam o uso de marretas, pintura sobre a lente da câmera e poses ao som de música.
De acordo com o Daily Wire, a principal crítica ao comercial foi a ausência de carros. Em vez disso, frases soltas como “crie exuberante”, “viva vívido”, “delete o ordinário”, “quebre moldes” e “não copie nada” eram exibidas na tela.
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Elon Musk, fundador da Tesla, reagiu à campanha com um comentário direto: “Vocês vendem carros?”. A conta oficial da Jaguar no Twitter respondeu a vários comentários críticos, afirmando que “a história está se desenrolando. Fiquem ligados”, “estamos mudando de marcha, não nosso propósito” e “considere isso o primeiro traço de pincel”.
A campanha fazia parte de uma grande reformulação da marca, que foi descrita como uma mudança para uma direção exclusivamente de veículos elétricos (EV).
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Durante uma entrevista ao Financial Times, o diretor administrativo Rawdon Glover lamentou a reação negativa à campanha, afirmando que a mensagem da campanha foi ofuscada por uma “explosão de intolerância” nas redes sociais. Glover também negou que o anúncio colorido fosse “woke”, dizendo que a Jaguar não deveria se comportar como uma marca automotiva tradicional.
Se jogarmos da mesma maneira que todos os outros, seremos simplesmente ofuscados. Então, não devemos nos apresentar como uma marca de automóveis”, disse Glover na época. Ele também destacou a necessidade de reestabelecer a marca em um ponto de preço completamente diferente, o que exigia uma atuação diferente e uma mudança em relação aos estereótipos automotivos tradicionais.