Cláudio Castro e aliados políticos se envolvem em nova teia de corrupção sob suspeita de caixa dois eleitoral. A Polícia Federal (PF) identificou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, juntamente com outros deputados federais e estaduais, como parte integrante das planilhas apreendidas pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho – conhecido popularmente como “Adilsinho”.
Segundo a Revista Oeste, as planilhas detalham valores associados aos nomes dos políticos, levantando graves suspeitas de pagamentos ilegais relacionados à arrecadação paralela durante o período eleitoral. A investigação da Operação Unha e Carne busca determinar se os registros comprovam uma prática consistente de caixa dois nas campanhas políticas do ex-governador Castro e seus aliados. Ainda não foi possível identificar todos os parlamentares envolvidos na operação, mantendo-se a lista sob sigilo para garantir o andamento das apurações policiais.
A defesa de Cláudio Castro se manifestou veementemente negando qualquer irregularidade nas transações financeiras mencionadas. Os advogados do ex-governador argumentaram que uma simples menção ao seu nome em documentos não configura crime, ressaltando a regularização da prestação de contas eleitoral de 2022 perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A defesa também afirmou categoricamente que Castro não é alvo direto das investigações e desmentiu qualquer acusação formal relacionada aos fatos sob análise.
A situação se agrava com a postura do próprio STF, especialmente após ordens ministeriais – incluindo mandados de busca e apreensão além do bloqueio de bens no valor de R$ 22 milhões –, como apurou a Revista Oeste. A intervenção judicial acirra as críticas à atuação do Supremo em casos políticos envolvendo figuras da oposição, gerando questionamentos sobre possíveis abusos de poder e um desrespeito aos processos democráticos na busca por provas.









