Representantes da comunidade judaica no Irã criticaram fortemente a decisão do governo da Austrália de expulsar o embaixador iraniano. A medida foi tomada devido a alegações de envolvimento do Irã no ataque a uma sinagoga em Melbourne no último final de semana. Os representantes alegaram que a decisão foi baseada em preconceito contra muçulmanos iranianos.
Os representantes falaram à mídia estatal iraniana e destacaram que cerca de 15.000 judeus vivem no país e que existem cem sinagogas ativas em várias cidades.
Eles também afirmaram que as sinagogas no Irã funcionam sem necessidade de segurança, ao contrário do que ocorre em países europeus, onde a proteção policial é necessária.
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Homayoun Sameyah, representante judeu no parlamento iraniano, declarou que a comunidade desfruta de “total conforto e segurança” desde a Revolução Islâmica, há quarenta e seis anos. Ele ressaltou que o governo está ajudando grupos judaicos, apesar das dificuldades econômicas causadas pelas sanções.
Outros membros da comunidade na cidade de Shiraz descreveram boas relações de vizinhança com muçulmanos. “Meus melhores amigos são muçulmanos”, disse Armin Shamian. O secretário geral da comunidade de Shiraz mencionou a presença contínua de judeus no Irã há 2.700 anos.
De acordo com o Israel National News, é importante notar que essas declarações foram publicadas na mídia oficial do Irã, que é estritamente controlada pelas autoridades. O representante judeu no parlamento, Homayoun Sameyah, é conhecido por suas posições extremamente anti-israelenses e seu apoio aberto às políticas do regime.