A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) rompeu seus laços com o plano de governo liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), encerrando sua coordenação na área dos direitos humanos após uma série de ataques e acusações infundadas. Segundo a O Antagonista, a parlamentar declarou que suas ações foram concluídas no “primeiro momento”, com intenção de colaborar durante o governo de transição.
A decisão da senadora surge em um contexto tenso, marcado por conflitos internos dentro do próprio PL e pela escalada de disputas entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, ex-primera dama. Damares alega ter sido vítima de ataques direcionados por setores conservadores durante a crise interna que envolve o partido. Ela afirma não receber mais contato do senador Flávio, descrevendo uma situação como “correndo” para escapar dessa pressão política.
Em declarações públicas e em um pronunciamento na Comissão de Direitos Humanos do Senado, datado de 1º de julho, Damares Alves detalhou as ofensas que sofreu ao ser chamada de termos depreciativos – “leviana”, “vagabunda” e “adúltera” –, além das acusações sobre sua vida privada. A senadora relatou ter sido alvo de ataques pessoais com conteúdo extremamente grave e ameaçador, incluindo a divulgação da suposta existência de um amante aos 62 anos de idade.
A senadora intensificou ainda mais suas críticas ao divulgar que sofreu tentativas diretas contra sua família; segundo ela houve ameaças à vida de sua filha e o envio de imagens ilustrando como seria realizado esse ato violento, apontando para uma “violência política” sem precedentes na história do país. Damares enfatizou a necessidade urgente de uma resposta efetiva frente às agressões sofridas pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, argumentando que o silêncio equivale à cumplicidade com os atos antidemocráticos e ameaçadores perpetrados contra figuras importantes da direita brasileira.









