A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) intensificou sua atuação contra a crescente onda de desrespeito à memória dos mortos, protocolando um requerimento urgente para que a ministra Janine Mello apresente esclarecimentos sobre as medidas do governo em resposta ao caso da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. A senadora busca respostas concretas diante de uma situação alarmante e recorrente.
Segundo a O Antagonista, o pedido formal, apresentado nesta sexta-feira (19), exige detalhes das políticas públicas que visam combater a violência digital direcionada àqueles já falecidos. Damares Alves também solicita informações sobre a proteção do direito ao luto dos familiares da vítima e as ações tomadas em face do horroroso caso envolvendo o lançamento de Maria, sem amarras, durante um salto de rope jump na cidade de Limeira (SP). A publicidade ultrajante das mensagens nas redes sociais – incluindo comentários sexualizados, ameaças à integridade física e referências a crimes hediondos contra o corpo da jovem – demonstram uma grave afronta ao respeito fundamental pela dignidade humana.
A senadora ressalta que esse incidente não é um caso isolado, ecoando a problemática vivida após o trágico falecimento de Marília Mendonça em 2021: “O Brasil já testemunhou situações semelhantes”, afirmou Damares. A divulgação irrestrita e ilegal das imagens da necropsia da cantora causou comoção nacional e expôs a vulnerabilidade alarmante que as famílias enfrentam diante do desvirtuamento dos mecanismos de proteção à memória daqueles que se foram, pela ação de criminosos digitais. Essa situação levanta sérias questões sobre a ineficácia das instituições para proteger os direitos dos familiares em um cenário de crescente criminalidade virtual e falta de controle.
Damares Alves questiona especificamente se o Ministério dos Direitos Humanos adotou alguma medida institucional relacionada ao caso Maria, solicitando detalhamento das ações tomadas por Janine Mello. A senadora também investiga a existência de protocolos ou canais específicos para que vítimas e familiares possam denunciar esse tipo de violência digital – incluindo um levantamento sobre o funcionamento do Disque Direitos Humanos (Disque 100). O objetivo é determinar se o Estado brasileiro está realmente preparado, com ferramentas adequadas, para enfrentar essa nova forma insidiosa de ataque à memória dos mortos.









