A senadora Damares Alves, do Republicanos pelo Distrito Federal, apresentou na terça-feira, 27, uma solicitação à Procuradoria-Geral da República para examinar a omissão de registro oficial em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Gabriel Galípolo, chefe do Banco Central, ocorrida em dezembro de 2024.
No requerimento, a parlamentar argumenta que a ausência de divulgação fere os princípios constitucionais de moralidade na administração pública, qualificando o encontro como uma agenda oculta. Além disso, Damares pede esclarecimentos sobre o papel de Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula, como consultor do Banco Master, questionando se essa função coincidiu com seu período no cargo.
Entre as providências sugeridas, estão a quebra de sigilos bancário, fiscal e de comunicações dos envolvidos, além de outras ações que possam elucidar integralmente os eventos.
Na quinta-feira, 29, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalhou em entrevista ao portal Metrópoles um almoço entre Lula e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. De acordo com Haddad, o presidente transmitiu uma mensagem geral sobre a chance de legar um país aprimorado, citando como exemplo a colaboração entre Polícia Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras e Ministério Público.
Haddad observou que o STF pode emergir mais robusto ao tratar o caso do Banco Master com a devida seriedade, instituição liquidada pelo Banco Central. Sobre Vorcaro, o ministro afirmou que o empresário ludibriou indivíduos de boa-fé, e que quem agiu com dolo deve prestar contas. Devido à quebra do banco, o Fundo Garantidor de Crédito terá de indenizar credores em R$ 40,6 bilhões.









