O Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, estão sob investigação devido a um esquema de fraudes bilionárias revelado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a Gazeta do Povo, a investigação aponta para mais de 250 mil contratos irregulares e possíveis conexões com membros do Poder Judiciário.
O relatório da CPMI do INSS identificou que 84,3% das operações analisadas não apresentavam documentação que comprovasse a validade dos empréstimos. A investigação destacou falhas na validação de biometria e suspeitas de manipulação da margem consignável, gerando dívidas impagáveis para aposentados e pensionistas do INSS, frequentemente através do produto Credcesta, com foco em juros elevados.
Daniel Vorcaro, banqueiro responsável pelas operações do Banco Master, encontra-se preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília, sob ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Há indícios de que ele poderia tentar obstruir as investigações ou destruir evidências. O relator da comissão propôs seu indiciamento por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e estelionato.
A CPMI também sugeriu investigar possíveis irregularidades envolvendo familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal e o Banco Master. Foram citados contratos de honorários advocatícios com escritórios ligados a parentes de magistrados, incluindo o de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, a investigação examina a relação entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, ambos negando qualquer irregularidade.
A operação, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), combateu esquemas de descontos associativos ilegais nas folhas de pagamento do INSS. A investigação expandiu-se, conectando o Banco Master a fraudes no crédito consignado e esquemas de lavagem de dinheiro, envolvendo a compra de carteiras de crédito de empresas de fachada para revenda com lucros injustificados.
Analistas preveem que a rejeição política do relatório da CPMI e a persistência de perguntas sem resposta podem impulsionar a criação de uma nova CPI exclusiva para o caso Master. A oposição já obteve as assinaturas necessárias para iniciar essa comissão, aguardando a decisão dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados para que a iniciativa seja formalizada.
A Gazeta do Povo revelou que a investigação continua em andamento, buscando esclarecer todos os aspectos do esquema e identificar possíveis responsáveis.









