Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Corregedoria da Polícia Federal decidiu suspender o delegado Fernando de Sousa Oliveira por 34 dias, após a conclusão de um processo administrativo sobre sua atuação na segurança do Distrito Federal durante os ataques de 8 de janeiro de 2023. A suspensão foi oficializada em 14 de agosto de 2025, afastando Oliveira do cargo de secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública que ocupava na época dos eventos.

De acordo com informações de Revista Oeste, naquele período, a Secretaria de Segurança Pública era comandada por Anderson Torres, que estava ausente devido a uma viagem aos Estados Unidos. Com isso, Oliveira assumiu a liderança da pasta. A Corregedoria concluiu que ele não tomou as medidas necessárias diante dos alertas de inteligência que indicavam riscos de ações violentas contra prédios públicos na capital federal, o que foi considerado uma omissão disciplinar.

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O órgão responsável pela investigação explicou que, como chefe direto da segurança pública, Oliveira deveria ter adotado providências mínimas em resposta aos alertas recebidos. Segundo a Corregedoria da PF, a falta de ações diligentes e compatíveis com os alertas de inteligência, que previam com precisão a iminência de atos violentos contra prédios públicos da capital federal, foi a razão principal para a suspensão.

Atualmente, Fernando de Sousa Oliveira é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), integrando o núcleo considerado gerencial do caso dos supostos atos golpistas. Além dele, outros nomes também estão sendo investigados, incluindo Mário Fernandes, general da reserva do Exército; Filipe Martins, ex-assessor internacional do governo Bolsonaro; Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro; Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal; e Marília de Alencar, ex-subsecretária da Segurança do DF.

Todos os réus enfrentam acusações por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Caso sejam condenados, podem enfrentar penas de até 46 anos de prisão.

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