O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) formalizou nesta quarta-feira, 25, um pedido à Procuradoria-Geral da República para que seja decretada a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação tem como base depoimentos recentes de delação premiada de ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social, que apontam suposto envolvimento de Lulinha no esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários.
No documento encaminhado ao procurador-geral Paulo Gonet, Sanderson argumenta que as colaborações revelam repasses ilícitos feitos por meio de intermediários e operadores ligados ao esquema, afetando milhares de aposentados e pensionistas. O parlamentar sustenta que Lulinha teria recebido vantagens indevidas e que sua saída do país rumo à Espanha, logo após as denúncias ganharem força, configura risco concreto de fuga e prejuízo às investigações.
Entre os crimes apontados estão corrupção passiva (artigo 317 do Código Penal), organização criminosa (Lei 12.850/2013) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998). Sanderson destaca que a medida cautelar visa preservar a efetividade da lei penal e proteger o andamento das apurações, sem antecipar juízo de valor sobre a culpa. Caso a prisão não seja acolhida, o deputado sugere alternativas como proibição de saída do território nacional, uso de tornozeleira eletrônica e suspensão de atividades empresariais.
O parlamentar classifica o caso como de “gravidade concreta acentuada”, com desvios que alcançariam valores bilionários destinados a grupos vulneráveis. Ele ressalta que a posição política e econômica de Lulinha pode influenciar testemunhas e dificultar a coleta de provas enquanto o investigado permanecer em liberdade.
Procurado pelo portal Metrópoles, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e conselheiro jurídico de Lulinha, classificou o pedido como “burrice” e sem qualquer fundamento jurídico. “Deus limitou a inteligência, mas não fez o mesmo com a burrice”, declarou. Segundo ele, Lulinha sequer é formalmente investigado, e o requerimento seria apenas uma tentativa de criar factoides com fins eleitorais, visando prejudicar o PT e o governo.









