Oito deputados federais, todos ligados ao Partido Trabalhista (PT), revogaram seu apoio ao projeto de lei apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) que buscava formalizar o conceito de antissemitismo. Os pedidos de retirada foram formalizados na segunda-feira (30), quatro dias após a apresentação da proposta original.
Heloísa Helena (Rede-RJ) afirmou que sua assessoria agiu sem sua autorização explícita. A parlamentar acrescentou que tomará as devidas providências contra seus colaboradores, considerando a relevância do tema para a comunidade palestina, que enfrenta violência extrema, incluindo assassinatos de crianças e a destruição de infraestruturas essenciais.
Segundo a Gazeta do Povo, o projeto de lei propõe definir o antissemitismo como uma forma de racismo. A deputada Tabata Amaral justificou que a intenção não é restringir a liberdade de expressão ou o debate sobre a situação em Gaza.
A parlamentar explicou que o objetivo é diferenciar o debate público legítimo da incitação ao ódio e à discriminação, além de combater a negação de eventos históricos comprovados e a utilização de estereótipos que alimentaram perseguições e genocídios.
Dos sete deputados que retiraram suas assinaturas, seis são do PT: Welter (PR), Vander Loubet (MS), Alexandre Lindenmeyer (RS), Luiz Couto (PB), Ana Paula Lima (SC) e Reginaldo Lopes (MG). O restante da retirada veio de Reginaldo Veras (PV-DF).
Apesar das baixas, o projeto de Tabata ainda possui 36 assinaturas. Apenas uma delas é de um colega de partido, Júnior Mano (CE). O ministro Pompeo de Mattos (PDT-RS) da base governista, manteve seu apoio à iniciativa.
O Partido Liberal (PL) foi o mais expressivo em seu apoio, com oito assinaturas. Apenas Adriana Ventura (SP), do partido Novo, se juntou à lista de apoiadores.









