O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou ter recebido informações de um diretor da Polícia Federal (PF) sobre o pagamento de mesadas a deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por parte da organização criminosa do jogo do bicho.
Segundo a Gazeta do Povo, o decano do STF fez essa afirmação durante o julgamento do modelo de escolha do novo governador do Rio de Janeiro, em decorrência da renúncia e da cassação de Claudio Castro (PL).
Gilmar Mendes apresentou uma análise sobre a deterioração institucional observada no Rio de Janeiro, destacando a influência do crime organizado e a prisão do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. O ministro afirmou ter ouvido que entre 32 e 34 parlamentares da Alerj estavam recebendo esses recursos.
A declaração de Gilmar Mendes não identificou o diretor da Polícia Federal envolvido, embora se suspeite que seja o atual diretor, Andrei Rodrigues, que até o momento não se manifestou sobre o assunto.
Outros ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, reforçaram a preocupação com a infiltração do crime organizado nos poderes do Rio de Janeiro, considerando o caso como parte de um esquema maior.
O ministro Luiz Fux, defensor do Rio de Janeiro, interveio no julgamento, expressando um sentimento de descrédito generalizado em relação ao estado. Conforme apurou a Gazeta do Povo, Fux defendeu a reputação do Rio, ressaltando a existência de bons políticos que representam o estado na Câmara Federal.
O ministro Luiz Fux solicitou a palavra ao presidente Edson Fachin para defender o Rio de Janeiro, criticando o descrédito generalizado em relação ao estado.
O STF continua analisando o processo que determinará o formato da eleição para o mandato-tampão do governo do Rio de Janeiro, com o ministro Flávio Dino solicitando vistas. O placar atual é de 4 a 1 a favor da realização de eleições indiretas.









