O desembargador Ricardo Couto de Castro, atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, manifestou sua falta de preparo para exercer a função de governador do estado, após a renúncia de Cláudio Castro (PL). A declaração foi feita em entrevista à Folha de São Paulo, na segunda-feira (23), no mesmo dia em que o ex-governador deixou o cargo.
Segundo a Gazeta do Povo, o magistrado afirmou que sua atuação seria restrita a situações emergenciais e temporárias, visando a transição de poder. Ele enfatizou que um presidente de tribunal não possui a estrutura necessária para assumir o cargo de governador.
A situação se agravou com a renúncia do vice de Castro, Thiago Pampolha, que agora ocupa uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCERJ). A dupla vacância gera incertezas sobre o futuro político do estado, podendo levar a uma eleição indireta ou suplementar.
A Gazeta do Povo revelou que o Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando uma possível alteração nas regras da eleição indireta, com o ministro Luiz Fux buscando redefinir prazos e o formato do voto dos deputados estaduais. Couto de Castro, com 61 anos, possui trajetória marcada pela Uerj, onde se formou em 1987, e ascendeu à magistratura em 1992 após atuação como defensor público.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, o desembargador possui pós-graduação pela Universidade de Coimbra e leciona Direito Constitucional e Direito Administrativo em diversas instituições, incluindo a Fundação Getulio Vargas. O ministro Luiz Fux, com quem Couto de Castro tem laços acadêmicos, atua como professor na Uerj.









