Gazeta do Povo / Reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, manifestou publicamente seu apoio à corporação nesta segunda-feira (30), em meio às investigações que envolvem as operações Master e Lulinha. Segundo a Gazeta do Povo, Rodrigues garantiu que a instituição atua com total isenção, sem qualquer influência política ou ideológica.

A declaração ocorreu durante um evento que celebrava os 82 anos da Polícia Federal. O diretor-geral enfatizou que “jamais houve direcionamento de qualquer atuação” por parte da PF, reiterando que a instituição não protege nem persegue indivíduos. Ele ressaltou o caráter técnico do trabalho policial, buscando desmistificar acusações de favorecimento.

A defesa da Polícia Federal surge em um contexto de investigações complexas, incluindo o esquema de fraudes financeiras do Banco Master, com o envolvimento de Daniel Vorcaro, e a apuração das relações do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, com o Presidente da República.

“Somos muitas vezes acusados por fazer o nosso trabalho e outras, também, de ter feito o que não fizemos. Mas, olha, a quem interessa uma Polícia Federal forte? Certamente não a quem compactua com o crime”, afirmou Rodrigues.

O diretor-geral também reconheceu que a postura independente da Polícia Federal tem gerado reações e tentativas de enfraquecimento institucional. Ele assegurou que defenderá a corporação “sem recuar um milímetro do cumprimento de nossas atribuições constitucionais”.

Andrei Rodrigues destacou a colaboração de outros órgãos nas investigações, mencionando o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo, ressaltando a importância do trabalho técnico para o andamento dos casos no sistema financeiro.

O diretor-geral também fez um elogio ao presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, reconhecendo seu compromisso com a coisa pública e a competência na condução da instituição.

Conforme apurou a Gazeta do Povo, a postura da PF se manifesta após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, impor restrições ao fornecimento de relatórios de inteligência financeira pelo Coaf, em decorrência da divulgação de informações envolvendo integrantes da Corte e seus familiares.

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