Agência Brasil

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposto descumprimento de medidas cautelares gerou discordâncias entre membros da Corte. Como apurado pela Revista Oeste, um ministro, em caráter reservado, classificou a medida como “precipitada”, enquanto outro considerou mais prudente aguardar o desfecho da ação penal (AP) que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, na qual Bolsonaro é réu e enfrenta altas chances de condenação.

A ordem de Moraes, emitida na segunda-feira, 4 de agosto de 2025, intensificou tensões políticas, especialmente após as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o ministro, com base na Lei Magnitsky. Embora o STF tenha adotado publicamente um discurso de defesa da soberania nacional, nos bastidores, segundo fontes, há preocupação entre os ministros com possíveis impactos em seus patrimônios no exterior e sanções a familiares. A Revista Oeste revelou na semana passada que a nota de apoio do STF a Moraes, em resposta às sanções americanas, não teve consenso, com alguns ministros nem sequer consultados sobre o documento.

A ausência de cinco ministros — André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e Cármen Lúcia — no jantar promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada, em 31 de julho, evidenciou um possível racha na Corte. O encontro, articulado por Luís Roberto Barroso (presidente do STF) e Gilmar Mendes, contou com a presença de Edson Fachin, Flávio Dino, Moraes, Cristiano Zanin, além do advogado-geral da União, Jorge Messias, do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A reunião visava demonstrar unidade em meio às sanções dos EUA.

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