O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esclareceu que a detenção do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, nos Estados Unidos, se deu em razão de uma infração de trânsito e não está relacionada ao pedido de extradição do governo brasileiro.
Segundo a Revista Oeste, Ramagem foi abordado pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) em 13 de maio. O ex-diretor da Abin possui status migratório regular e está aguardando a análise de um pedido de asilo.
Bolsonaro afirmou que a equipe jurídica está trabalhando para garantir a soltura de Ramagem o mais rápido possível. Ele expressou “boa expectativa” quanto ao deferimento do pedido de asilo, que, segundo ele, costuma ser um processo demorado.
A Revista Oeste revelou que, apesar da prisão por motivos migratórios, Ramagem poderá enfrentar deportação ou ter seu processo de extradição acelerado. A Polícia Federal brasileira confirmou a cooperação internacional na detenção.
Conforme apurou a Revista Oeste, Ramagem enfrenta acusações de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito, motivadas por condenações anteriores.
O jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Ramagem e residente nos EUA, reiterou que a detenção se originou apenas de uma questão de trânsito e que ele está oferecendo suporte para evitar a deportação.
O pedido de extradição do Brasil chegou aos EUA em 30 de dezembro do ano passado, sem prazo determinado para análise. Alexandre Ramagem deixou o país durante o julgamento da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF).









