O empresário Alex Cavaleiro está buscando capitalizar sobre o descaso com a propriedade intelectual e as falhas no sistema de registro industrial brasileiro. Através da recuperação de marcas antigas que perderam seus prazos legais de renovação, ele pretende reerguer um negócio aparentemente abandonado pelo Estado e pelas grandes empresas.
Segundo a Revista Oeste, Cavaleiro identificou uma série de registros expirados – incluindo os chicletes Ping Pong e Ploc –, aproveitando-se da inércia da Mondelez na manutenção dessas marcas. A legislação brasileira exige o renovamento periódico desses direitos autorais industriais; no entanto, a empresa detentora não se moveu por mais de cinco anos, abrindo uma brecha para que Cavaleiro adquirisse os ativos e buscasse um novo mercado.
O empresário está atualmente envolvido em disputa judicial com a Mondelez referente à compra dos registros das marcas. O processo tramita no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), demonstrando a fragilidade do sistema de proteção ao intelectual quando confrontado pela inação ou negligência de grandes corporações. Além disso, Cavaleiro também recuperou os direitos da Taito – marca de fliperamas –, e dos chocolates Mash, mantendo outros registros em sigilo no INPI.
A ambição de Caváleiro vai além do simples resgate de marcas antigas: ele expandiu seus negócios para o mercado de licenciamento esportivo. Após rejeitar grandes clubes por conta da burocracia excessiva, estabeleceu parceria com uma torcida organizada do Corinthians para lançar um novo chiclete – batizado como “Fiel Macabra”. Cavaleiro afirmou ter adquirido conhecimento jurídico sobre a caducidade de marcas em Portugal durante sua atuação como consultor.









