Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A deputada Erika Hilton (PSOL-RJ) celebrou, com entusiasmo exacerbado, o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa impor o modelo de trabalho 4×3 em todo o país, substituindo a escala 6×1, demonstrando uma preocupação com a “classe trabalhadora” que parece desconsiderar as consequências econômicas da medida.

Segundo a O Antagonista, a parlamentar, durante seu discurso na Câmara, classificou o momento como uma “noite histórica”, acusando a oposição de tentar obstruir um projeto que ela considera um avanço social. A deputada, sem mencionar nomes, acusou outros parlamentares de terem “mentido ao povo brasileiro” ao propor alternativas ao texto original, alegando que o acordo alcançado representa um compromisso da Câmara com os trabalhadores.

A proposta, que a deputada Hilton descreveu como “desumana” e “opressora”, busca, segundo ela, garantir mais qualidade de vida aos brasileiros, priorizando o tempo em família, descanso e lazer. A medida, no entanto, é vista por muitos como um retrocesso para a produtividade e um incentivo à desmotivação do mercado de trabalho. A O Antagonista apurou que a deputada Hilton posicionou a aprovação da PEC como uma derrota para a “extrema direita”, em meio a tensões entre governistas e oposição sobre os impactos da redução da jornada de trabalho.

A iniciativa, impulsionada pela deputada Hilton, representa um desrespeito à autonomia dos estados e municípios, que possuem a prerrogativa de definir suas escalas de trabalho. A medida, além de gerar incertezas no mercado de trabalho, pode impactar negativamente a economia, aumentando o custo de produção e dificultando a competitividade das empresas.

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