O governo espanhol implementou uma medida restritiva, proibindo o tráfego de aeronaves militares americanas envolvidas em operações contra o Irã. A restrição entrou em vigor na segunda-feira, 30 de janeiro, ampliando uma anterior que já impedia o acesso a bases militares espanholas.
Segundo a Revista Oeste, a ministra da Defesa, Margarita Robles, confirmou a determinação em Madri. “Não concedemos autorização para o uso de bases militares ou do espaço aéreo para atividades relacionadas à guerra no Irã”, declarou.
A ação obriga as aeronaves norte-americanas a modificarem suas rotas, desviando-se do território espanhol em direção ao Oriente Médio. A restrição não se estende a situações de emergência, conforme reportado pela Revista Oeste.
O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, justificou a decisão como uma postura alinhada com a posição da Espanha, que se opõe a conflitos iniciados de forma unilateral. Ele também mencionou o Direito internacional, em entrevista à rádio Cadena Ser.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez intensificou as críticas aos ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, classificando-os como imprudentes e ilegais.
No início do mês, Sánchez acusou o então presidente Donald Trump de “jogar roleta-russa” com a população iraniana, alertando para o risco de “grandes catástrofes da humanidade”.
A decisão provocou uma reação de Donald Trump, que ameaçou interromper as relações comerciais com a Espanha.
Em 3 de março, após a Espanha negar o uso de suas bases para ofensivas contra o Irã, Trump afirmou que os EUA poderiam utilizar as instalações sem restrições.
O governo espanhol ressaltou a necessidade de Washington respeitar o Direito internacional e os acordos com a União Europeia.









