Fox News/Reprodução

Agências federais e locais de segurança americana intensificaram a vigilância sobre possíveis células adormecidas em solo norte-americano, em meio ao agravamento das tensões com o Irã após os ataques conjuntos com Israel que eliminaram o líder supremo Ali Khamenei e altos oficiais do regime. Embora nenhuma ameaça concreta e específica tenha sido divulgada até o momento, o reforço preventivo ocorre em resposta ao risco de retaliação por parte de grupos ligados ao Irã, como Hezbollah e Hamas.

O ex-diretor assistente do FBI Chris Swecker alertou que, se houver ação violenta de células dessas organizações em território americano, o momento atual é o mais provável. “Ambas têm presença nos EUA desde os anos 1980 e contam com redes de apoio e simpatizantes que já se manifestaram em protestos recentes”, observou. Ele lembrou ainda que anos de fronteiras porosas podem ter facilitado a entrada de elementos extremistas, muitos dos quais já estariam infiltrados e prontos para atuar como catalisadores.

O diretor do FBI, Kash Patel, informou que equipes de contraterrorismo e inteligência foram colocadas em alerta máximo, com mobilização de todos os recursos necessários para prevenir ataques domésticos. “Enquanto as Forças Armadas garantem proteção no exterior, o FBI permanece na linha de frente para deter ameaças em solo americano”, declarou.

Jason Pack, ex-agente especial supervisor do FBI, explicou que o monitoramento elevado é rotina sempre que operações militares americanas atingem adversários capazes de respostas indiretas ou assimétricas. “O ambiente de ameaça não fica estático; ele pode mudar de forma significativa”, avaliou.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou estar em coordenação direta com parceiros de inteligência e aplicação da lei para monitorar e neutralizar qualquer risco ao território nacional.

O aumento de alerta ocorre em paralelo a um desligamento parcial de setores do Departamento de Segurança Interna, o que levanta preocupações sobre capacidade operacional em momento crítico. Enquanto isso, autoridades seguem sem identificar tramas específicas, mas reconhecem que a evolução do conflito no exterior pode alterar rapidamente o cenário doméstico.

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