O Ministério Público Federal (MPF) intensifica sua atuação contra o governo Lula com a inclusão da esposa do ministro Wellington Dias como investigada em duas novas ações judiciais. A conselheira Rejane Ribeiro Sousa Dias, ex-secretária de Educação no Piauí e figura central nas denúncias já existentes, agora enfrenta acusações graves relacionadas à gestão dos recursos públicos na área educacional estadual.
Segundo a Revista Oeste, as denúnças formalizadas contra Rejane Dias tratam de supostos atos de improbidade administrativa que podem ter gerado desvios superiores a R$ 50 milhões. As irregularidades remontam ao período em que Wellington Dias governava o estado, entre os anos de 2015 e 2018, envolvendo contratos de transporte escolar suspeitos de serem utilizados para fins ilícitos. A investigação aponta um esquema complexo de propina – com valores cobrados até 50% sobre as contratações –, manipulação dos sistemas financeiros do governo estadual e desvio da aplicação de recursos federais destinados à educação.
A acusação central é que Rejane Dias, atuando como líder desse “núcleo de agentes públicos”, adjudicou e homologou processos licitatórios com graves vício, permitindo o sucesso dessa organização criminosa no direcionamento dos contratos superfaturados. A Revista Oeste detalha a atuação da então secretária: sem sua participação ativa, o esquema teria se mostrado inviável.
A segunda ação do MPF foca em um suposto desvio de recursos federais destinado ao transporte escolar através de contratações por meio de dispensa de licitação e pregões que ignoraram a necessidade de uma frota própria. A investigação revela como empresas atuavam apenas como intermediárias, terceirizando o serviço para motoristas particulares recebendo valores significativamente inferiores aos pagos pelo governo estadual. Além disso, as investigações expõem falhas graves na execução do transporte escolar: veículos inadequados – incluindo carros e caminhonetes adaptadas –, pneus desgastados sem os equipamentos de segurança obrigatórios, além de profissionais da área não habilitados para o serviço.









