Revista Oeste / Reprodução

Na manhã de quarta-feira, 18, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, formalizou um memorando de entendimento com os Estados Unidos para a exploração de terras raras e minerais críticos dentro do território goiano. A assinatura ocorreu no Consulado Norte-Americano, em São Paulo, delineando um plano que inclui estudos geológicos, desenvolvimento tecnológico e incentivo à industrialização local desses recursos.

Segundo a Revista Oeste, o encarregado de Negócios dos EUA, Gabriel Escobar, indicou que a proposta já havia sido encaminhada ao governo federal, porém, aguarda uma resposta formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Escobar enfatizou que as tratativas estão em fase preliminar.

De acordo com o governador Caiado, o acordo concede a Goiás a prioridade na exploração das terras raras e no mapeamento do potencial mineral do estado, além de acesso a recursos provenientes de um fundo destinado a financiar estudos tecnológicos relacionados. O documento em questão não possui força vinculante, estabelecendo um conjunto de diretrizes para a parceria entre o governo estadual, instituições acadêmicas e empresas privadas.

O governador Caiado destacou a importância da colaboração com universidades para o desenvolvimento de tecnologias, mencionando que a separação dos minerais críticos ainda é uma técnica complexa, com o Brasil em uma fase inicial. Goiás já detém a única mineradora em operação de terras raras no país, localizada em Minaçu, no norte do estado, considerada um ponto crucial na política mineral brasileira.

A gestão de Caiado, em nota oficial, ressaltou que, apesar da Constituição reservar à União a titularidade sobre os recursos minerais, os estados possuem um papel reconhecido no desenvolvimento econômico regional.

Os cinco principais pontos do memorando preveem a criação de políticas para a exploração e a internalização de etapas industriais, como o processamento e a separação de terras raras. A tecnologia para esses materiais ainda é concentrada em poucos países, com destaque para a China.

Darren Beattie, conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump, estava previsto para participar do evento, mas sua presença foi impedida pelo presidente Lula, em resposta ao cancelamento do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Goiás busca se posicionar como um polo estratégico na disputa global por esses minerais, essenciais para setores como a produção de baterias, chips de celular e equipamentos militares. A indústria de semicondutores também representa um grande consumidor desses materiais, que incluem gálio e germânio.

Como reportado pela Revista Oeste, a busca por terras raras assume ainda mais relevância no contexto da crescente demanda por esses minerais, impulsionada pelo avanço da tecnologia e pela corrida armamentista global.

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