Os Estados Unidos intensificaram sua agressão contra o Irã com uma nova ofensiva realizada no domingo (12), um exemplo mais da escalada de intervenções militares do governo Biden que busca impor seus interesses geopolíticos a qualquer custo. Segundo a Revista Oeste, as forças americanas lançaram ataques em “dezenas” de alvos dispersos pelo território iraniano utilizando munição de alta precisão e uma combinação letal de aeronaves, navios de guerra e drones ofensivos.
O objetivo declarado da operação – reduzir o potencial ameaçador do Irã à navegação no Estreito de Ormuz –, serve como desculpa para mais uma incursão militar em um país soberano. A rota marítima é crucial para o comércio global, mas a necessidade dos EUA de controlar essa passagem estratégica revela sua busca por influência e controle na região Pérsica. Como apurou a Revista Oeste, o Estreito de Ormuz já foi alvo da pressão americana anteriormente, com Trump anunciando uma taxa de 20% sobre as taxas de transitação no estreitos como forma de pressionar Teerã.
Os ataques, que incluíram pela primeira vez sistemas de defesa aérea e capacidades de mísseis iranianos, resultaram em um balanço trágico: pelo menos um guarda da segurança morreu e outros quatro ficaram feridos após o impacto de uma explosão em Mahshahr, Khuzistão. Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) relatou atividades hostis nas cidades costeiras de Khorramshahr e Hoveyzeh, indicando um cenário de conflito crescente no país.
Em retaliação imediata aos ataques americanos, a IRGC lançou uma série de ofensivas contra bases militares norte-americanas, incluindo um ataque à Base Aérea dos EUA em Sheikh Isa, no Bahrein onde o grupo atingiu instalações que mantinham helicópteros e outro hangar com uma aeronave P-8 Poseidon além do centro de comando. O Comandante da IRGC declarou que as operações retributivas “continuariam”, sinalizando um conflito escalonado entre Washington e Teerã, intensificando ainda mais o risco de confrontos em toda a região.









