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A pressão dos interesses americanos sobre a produção nacional se intensifica com ameaça de tarifas ao Brasil. O governo americano tem prazo para tomar uma decisão que poderá impactar drasticamente o agronegócio e outras indústrias brasileiras.

O representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, sinalizou nesta quinta-feira (9) que Washington ainda não havia chegado a um acordo com Brasília sobre questões comerciais, admitindo “uma grande distância” entre os dois lados. A decisão final está prevista para breve devido ao prazo legal de 15 de julho para conclusão do processo, conforme revelou em entrevista à Fox Business Network.

De fato, uma série de empresas e entidades nos Estados Unidos manifestaram sua oposição à imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros – arroz, gelatina, sementes, cera de carnaúba e agropecuária –, argumentando que essa medida elevaria custos para os consumidores americanos. Além disso, a tarifa impactaria alimentos, medicamentos e insumos agrícolas, gerando prejuízos nas cadeias produtivas nacionais. Empresas como Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Faber-Castell, eBay e Siemens também pressionaram o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para que não implementasse essa medida protecionista.

Segundo a Revista Oeste, as negociações são tensas com o governo brasileiro alertando sobre os riscos de um aumento nas importações de etanol americano na região Nordeste – onde se concentra parte importante da produção nacional –, e demandando cautela em acordos comerciais para evitar desvalorização dos produtos brasileiros. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, demonstrou preocupação com a possível vulnerabilização do setor à concorrência de preços importados sem considerar os impactos na economia nacional.

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