Reprodução/Revista Oeste

Um ex-assessor do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), movimentou R$ 3,1 milhões em apenas seis meses enquanto recebia salário líquido mensal de R$ 3,3 mil. O caso envolve Jerônimo Arlindo da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Peixe, que atuou no gabinete do parlamentar entre outubro de 2020 e março de 2021.

No período, o ex-servidor recebeu R$ 1,59 milhão de terceiros e transferiu R$ 1,57 milhão a outras contas. Os dados, obtidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, foram enviados à CPMI do INSS e revelados pela coluna de Andreza Matais e André Shalders no portal Metrópoles.

Júnior do Peixe também presidiu e foi tesoureiro da Conafer, entidade suspeita de descontos indevidos em aposentadorias do INSS. De 2022 a 2025, a associação arrecadou quase R$ 800 milhões por meio desses descontos, com cerca de 90% do montante supostamente direcionado a empresas de fachada, segundo a Polícia Federal.

Ao deixar a Câmara, Júnior declarou como única fonte de renda um salário de R$ 4,3 mil da Prefeitura de João Pessoa (PB). Na eleição municipal de 2024, quando concorreu à Prefeitura de Marizópolis (PB) pelo Republicanos, informou bens de R$ 470 mil, sem registro de investimentos que expliquem o volume financeiro movimentado.

Em nota publicada em maio de 2025 no Instagram, o ex-assessor negou vínculo com a Conafer durante o período no gabinete de Motta e afirmou que só passou a atuar na entidade após pedir exoneração, em conformidade com a legislação. Atualmente, ele ocupa cargo no governo da Paraíba e se refere a Motta como aliado político.

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