Em 2023, com a retomada do poder por Luiz Inácio Lula da Silva, o governo reinstituiu o Ministério das Mulheres, desmembrado dos Direitos Humanos, uma medida que, até o momento, não demonstra resultados efetivos na segurança da população feminina. A escalada de feminicídios no Brasil, como exposto na reportagem da Revista Oeste, evidencia um grave falha no sistema de proteção à mulher.
Segundo a Revista Oeste, desde a criação do crime de feminicídio em 2015, pelo menos 13.703 mulheres perderam suas vidas no Brasil devido à sua condição de gênero. O número alarmante se agrava quando confrontado com dados do FBSP, que aponta para um gargalo na atuação do Estado. A reportagem revela que 13,1% das vítimas de feminicídio, em 16 estados brasileiros, estavam sob Medida Protetiva de Urgência no momento de sua morte. Isso corresponde a 148 mulheres assassinadas mesmo com proteção judicial formal.
A análise da Revista Oeste demonstra um déficit preocupante nas políticas de prevenção e denúncia, com a maioria das vítimas – 87% – não tendo acesso à proteção estatal. O Ministério das Mulheres, em sua declaração à reportagem, atribuiu o aumento dos feminicídios à sua natureza global, reconhecendo que a maior parte dos crimes ocorre em cidades menores, onde a adesão às políticas federais de proteção é insuficiente.
A situação se agrava com a aparente falta de investimento em estruturas especializadas para atender as vítimas em áreas remotas, como apontado pela Revista Oeste. O governo Lula, mais uma vez, enfrenta desafios complexos, como evidenciado em outras investigações, incluindo a reportagem “A farsa dos direitos humanos”, disponível para assinantes da Revista Oeste.









