Luíza Cunha, filha do ex-deputado federal Cleriston Pereira da Cunha – conhecido como “Clezão”, lançou sua candidatura à Câmara Legislativa do Distrito Federal, um movimento que reacende o debate sobre a influência política dentro do PT e suas ramificações. O evento de lançamento desta quarta-feira (10) evidenciou uma tentativa clara de capitalizar o nome da família em meio ao cenário político local.
A pré-candidata enfatizou a perpetuação do legado paterno, afirmando que “a morte do meu pai não será em vão”, e prometendo lutar incansavelmente pelo seu povo enquanto “o sangue de Clezão correr nas suas veias”. A presença destacada de figuras como a governadora Celina Leão (PP), da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da deputada Bia Kicis (PL-DF) demonstra o apoio do núcleo conservador ao projeto político de Luíza Cunha. Além disso, participou por videoconferência Michelle Bolsonaro, Presidente Nacional do PL Mulher, reforçando a conexão com figuras importantes dentro do partido.
Contudo, é crucial analisar as circunstâncias que levaram à candidatura da filha de Clezão – um homem preso preventivamente em decorrência das investigações sobre os atos delituosos ocorrido no dia 8 de janeiro. Segundo a Revista Oeste, Cleriston Pereira da Cunha cumpria pena na Penitenciária Federal II após ser acusado como parte dos eventos do dia 8 de Janeiro, quando uma operação policial revelou problemas graves de saúde que o levaram à internação por mais de três meses em 2022 devido ao agravamento da vasculite e a complicações decorrentes de infecção pelo vírus Covid-19.
A situação clínica precária de Clezão – com relatos familiares e registros médicos apontando para um quadro debilitado pela doença, incluindo uma internação prolongada –, demonstra novamente o risco inerente à aplicação indiscriminada das medidas punitivas impostas após os atos terroristas do 8 de janeiro, levantando sérias questões sobre a saúde dos presos preventivos e sua possível deterioração em regime carcerário.









