Gazeta do Povo / Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro deve apresentar, até o fim de março, suas diretrizes para o plano de governo, com foco na economia como pilar central da campanha.

Segundo a Gazeta do Povo, a estratégia definida envolve a designação de um ministro forte para a área, visando replicar o sucesso de Paulo Guedes em 2018, com a escolha antecipada do nome. O objetivo é estabelecer uma âncora de credibilidade junto ao mercado financeiro e sinalizar um compromisso claro com ajustes fiscais, cortes de gastos e a retomada de reformas.

No entanto, a definição do nome para comandar a economia se tornou um ponto central de articulação na pré-campanha, expondo disputas internas no entorno de Flávio Bolsonaro. Um grupo defende um economista com experiência na Faria Lima, buscando reduzir resistências e promover previsibilidade na política econômica.

O nome de Adolfo Sachsida ganha força nesse cenário. Ex-ministro de Minas e Energia no governo Bolsonaro, Sachsida reúne, na avaliação de seus aliados, um diferencial crucial: a fidelidade política ao ex-presidente. O economista, doutor em Economia pela UnB, pós-doutor pela Universidade do Alabama e com vasta produção acadêmica, já participou de reuniões com investidores e empresários em São Paulo ao lado de Flávio Bolsonaro.

Outros nomes, como Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, também estão sendo considerados, mas com menor probabilidade. A incerteza persiste, refletindo a cautela do mercado financeiro e o histórico recente da gestão Bolsonaro.

A eleição se apresenta como apertada e competitiva, com margens estreitas e alta imprevisibilidade, conforme avalia Roberto Padovani, economista-chefe do Banco Votorantim. A necessidade de ajuste fiscal e privatizações é consenso, mas a forma como serão implementados permanece incerta.

A Gazeta do Povo apurou que um governo com menor credibilidade enfrentará maior pressão nos ativos, caracterizando o estresse financeiro. O economista ressalta que qualquer movimento de ajuste terá custo político e econômico, com a antecipação dos preços nos mercados.

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