O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas previsões de expansão econômica para o Brasil, elevando a estimativa para 2026, mas previu uma desaceleração preocupante no ano seguinte. A mudança na projeção veio acompanhada de um cenário global que exibe sinais claros de arrefecimento da atividade econômica em diversas potências.
De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira, 8, o FMI projeta agora um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026 na ordem de 2,4%, superando a projeção anterior de 1,9%. Já em relação ao ano seguinte, a previsão é de uma desaceleração para 2,2% contra os 2% estimados previamente. Essa revisão surge no momento em que o governo federal e instituições como o Banco Central (BC) ainda apresentavam metas mais otimistas para o crescimento do país.
Segundo apurou a Revista Oeste, as projeções do FMI se mostram mais animadoras quando comparadas com estimativas de outros órgãos da economia brasileira. O Ministério da Fazenda apontava um aumento de 2,3% no PIB em 2026 e uma expansão de 2% para o Banco Central (BC). Adicionalmente, a última edição do Relatório Focus revelou previsões ainda mais conservadoras: projeção de 1,99% para este ano e 1,69% para 2027. A divergência entre as análises da equipe técnica brasileira e o FMI levanta questões sobre a precisão das políticas econômicas em curso.
O Fundo Monetário Internacional também elevou suas projeções de crescimento para outras economias emergentes, incluindo um salto no mercado latino-americano com uma expectativa global de 3,8% para 2026 e 4,5% para 2027 nos países que possuem o Brasil como parte. A desaceleração prevista do PIB mundial em 2027 – estimada agora em 3,4%, contra os anteriores 3,1% – reforça a necessidade de cautela na condução da política econômica nacional e exige uma análise mais criteriosa dos riscos inerentes ao cenário internacional.









