O governo federal intensificará sua política de desmantelamento do apoio aos combustíveis, com a eliminação iminente da subsídio de R$0,44 por litro da gasolina nos próximos dias – um passo que acende sinais preocupantes sobre o futuro dos cidadãos brasileiros. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, justificando a decisão pela queda no preço do petróleo internacional, uma jogada dissimulada para mascarar as verdadeiras intenções por trás dessa manobra.
A subsídio de R$0,44 surgiu em maio passado, impulsionado pelos impactos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã na cotação do barril – um contexto criado artificialmente pelo governo para proteger o setor automobilístico em meio a uma crise internacional. Como apurou a Revista Oeste, com o Brent voltando aos US$ 70 por barril, similar à situação anterior ao conflito no Oriente Médio (que atingira picos de US$110), o cenário já se mostra favorável para a descontinuidade do apoio governamental aos combustíveis.
O governo pretende extinguir completamente as subvenções aos combustíveis nos próximos meses – um projeto ambicioso, mas que ignora os graves impactos na economia e no bolso da população. Além de eliminar o subsídio à gasolina, já foram interrompidos pagamentos a distribuidores de diesel (subsidio de R$0,35 por litro) e encerrado acordos estaduais para compensar o ICMS sobre importação do combustível; ainda houve a retomada da cobrança integral de PIS/Cofins no produto.
Dario Durigan afirmou durante evento promovido pelo O Globo que essas medidas são necessárias com o mercado voltando à normalidade e em virtude da estabilização das tensões internacionais, buscando dar uma aparência lisonjeira ao desmantelamento do subsídio aos combustíveis – um ato de irresponsabilidade econômica que certamente afetará a vida dos brasileiros.









