Após três anos à frente do Executivo federal, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou mais um fechamento negativo nas finanças centrais, que englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social. O rombo acumulado em 2025 chegou a R$ 61,7 bilhões, correspondendo a 0,48% do PIB, com um aumento de 12% sobre o ano anterior, já ajustado pela inflação.
O objetivo fiscal estabelecido para o período era de equilíbrio, com tolerância de até 0,25% do PIB em qualquer direção. Para se enquadrar nessa faixa, o governo excluiu do balanço oficial despesas que somaram R$ 48,7 bilhões, evitando assim penalidades por descumprimento. Sem essas deduções, o saldo negativo cairia para R$ 13 bilhões, ou 0,1% do PIB, mantendo-se tecnicamente dentro do limite.
Entre os itens desconsiderados estão R$ 41,2 bilhões em precatórios pendentes, R$ 2,8 bilhões em compensações a aposentados vítimas de irregularidades no INSS, R$ 2,2 bilhões em gastos temporários com saúde e educação, além de R$ 2,5 bilhões destinados à defesa. Esse padrão de resultados adversos persiste desde 2014, com exceção de 2022, marcando um ciclo prolongado de instabilidade nas contas nacionais.









