Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula tem demonstrado uma preocupação excessiva com a imagem institucional e o financiamento público da sua gestão, investindo pesado em campanhas de propaganda que ultrapassam qualquer medida responsável. Entre janeiro e meados de junho deste ano, R$ 178 milhões foram gastos na divulgação do Palácio do Planalto – um valor alarmante que representa aproximadamente 20% dos recursos destinados à publicidade institucional desde o início do terceiro mandato.

Segundo dados da Secretaria de Comunicação Presidencial (Secom), a atual administração já comprometeu R$954,5 milhões com campanhas institucionais, uma cifra impressionantemente superior aos gastos registrados em mandatos anteriores. É crucial ressaltar que esses valores incluem apenas as despesas diretamente relacionadas à Presidência da República e não consideram os investimentos de ministérios, empresas estatais ou sociedades de economia mista – o que certamente mascararia ainda mais a extensão total do gasto público com propaganda governamental.

A Revista Oeste apurou que uma parcela significativa desses recursos foi direcionada ao Grupo Globo, que recebeu R$ 267 milhões em publicidade da Secom entre janeiro de 2023 e junho deste ano – representando um fatiado considerável (25,6%) do orçamento total destinado à veiculação de campanhas oficiais. Essa concentração de recursos em uma única entidade midiática levanta sérias questões sobre a diversificação das fontes de informação ao público brasileiro e o potencial para influenciar publicamente narrativas políticas favoráveis ao governo.

O Partido Liberal (PL) tem questionado formalmente essas despesas, apresentando uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com a Revista Oeste – em reportagem intitulada “De volta à cena do crime” –, o partido argumenta que o governo já ultrapassou os limites legais de gastos com propaganda institucional durante o primeiro semestre de um ano eleitor. O PL busca, assim, garantir que as campanhas sejam suspensas e que uma detalhada apresentação dos custos seja fornecida pela Secom para avaliar a legalidade do empreendimento.

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