Em um esforço para desestabilizar as negociações de paz em Gaza, hackers iranianos lançaram ciberataques contra as tentativas de mediação lideradas por nações árabes. O objetivo era impedir a libertação de reféns israelenses mantidos pelo Hamas e frustrar um cessar-fogo na região. A informação foi revelada pela empresa israelense de cibersegurança Dream.
De acordo com o Israel National News, os cibercriminosos iranianos conseguiram infiltrar-se em redes diplomáticas no Oriente Médio, focando em comunicações sensíveis relacionadas às negociações de cessar-fogo baseadas no Cairo. O ataque comprometeu correspondências diplomáticas internacionais.
PUBLICIDADE
A empresa Dream identificou os responsáveis como o grupo Homeland Justice, ligado ao Ministério da Inteligência e Segurança do Irã. Eles conduziram uma campanha de spear phishing, se passando pelo Ministério das Relações Exteriores de Omã.
Após acessarem a conta de e-mail legítima de um funcionário da Embaixada de Omã em Paris, os atacantes enviaram e-mails que pareciam ser mensagens diplomáticas autênticas. Esses e-mails continham malware embutido em documentos do Word.
Dream afirmou que os destinatários dos e-mails infectados incluíam funcionários egípcios envolvidos no processo de mediação, bem como representantes dos Estados Unidos e do Catar.
PUBLICIDADE
Além de alvejar diplomatas regionais, os hackers iranianos também tentaram invadir dez organizações internacionais. Entre os alvos estavam as Nações Unidas, UNODC, UNICEF, o Banco Mundial, a Ordem de Malta e a União Africana.
Dream observou que o ciberataque apresentava semelhanças com um incidente ocorrido em 2023 na Albânia, que também foi atribuído a atores iranianos.