O acordo firmado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master, no montante de R$ 129 milhões, tem levantado dúvidas no meio jurídico sobre sua adequação aos valores praticados no país. O jornal O Estado de S. Paulo consultou 13 escritórios especializados, que avaliaram o contrato como excessivo para os serviços descritos.
O escritório de Viviane detalhou, em nota emitida nesta segunda-feira, 9, que o vínculo durou de fevereiro de 2024 a novembro de 2025. Caso o total se refira a esse intervalo de 22 meses, a média mensal seria de R$ 5,8 milhões; se projetado para três anos, cairia para R$ 3,6 milhões, conforme reportagem anterior do O Globo.
Profissionais consultados estimam que, mesmo em casos complexos, o custo máximo para serviços semelhantes não ultrapassaria R$ 7,8 milhões, considerando equipes qualificadas. O escritório informou ter realizado 94 reuniões, incluindo 79 presenciais na sede do banco, e elaborado 36 pareceres sobre temas como previdência, contratos e regulação. Uma equipe de 15 advogados coordenou o trabalho, com apoio de três firmas externas.
Comparações com grandes transações, como fusões que geraram R$ 8 milhões em honorários ou a venda de um banco que rendeu R$ 42 milhões, reforçam a discrepância. Advogados seniores cobram até R$ 5 mil por hora, mas o perfil da equipe de Viviane, com jovens profissionais, não justifica tal escala, segundo fontes.
O escritório reiterou não ter atuado no STF para o Master e destacou sua experiência de quase duas décadas com clientes relevantes.








