Dados liberados nesta terça-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo avançou 0,33% no primeiro mês do ano, repetindo o patamar observado em dezembro. No acumulado dos últimos doze meses, o indicador chegou a 4,44%, superando os 4,26% do período anterior. Em comparação com janeiro de 2025, quando a alta foi de 0,16%, o resultado atual sinaliza uma tendência de maior pressão nos custos cotidianos.
O setor de transportes registrou a maior influência no índice mensal, com variação de 0,60% e contribuição de 0,12 ponto percentual. Comunicação veio em seguida, com 0,82%. Por outro lado, habitação e vestuário apresentaram recuos de 0,11% e 0,25%, respectivamente.
No segmento de transportes, os combustíveis subiram 2,14%, com destaque para a gasolina, que aumentou 2,06% e gerou o principal impacto individual no mês (0,10 ponto percentual). Etanol, óleo diesel e gás veicular também avançaram: 3,44%, 0,52% e 0,20%.
Em comunicação, aparelhos telefônicos puxaram com 2,61%, seguidos por TV por assinatura (1,34%) e pacotes de telefonia, internet e TV (0,76%). Saúde e cuidados pessoais subiram 0,70%, impulsionados por higiene pessoal (1,20%) e planos de saúde (0,49%).
Alimentação e bebidas desaceleraram de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. No domicílio, a alta foi de 0,10%, com quedas no leite longa vida (-5,59%) e ovos (-4,48%), mas elevações no tomate (20,52%) e carnes (0,84%), especialmente contrafilé (1,86%) e alcatra (1,61%). Fora de casa, refeições avançaram 0,66%, enquanto lanches caíram para 0,27%.
Habitação caiu graças à energia elétrica residencial (-2,73%), maior impacto negativo (0,11 ponto percentual), após mudança para bandeira verde em janeiro, sem cobrança extra. Em Rio Branco, reajuste de 10,48% elevou a energia em 5,34%.
Regionalmente, Rio Branco liderou com 0,81%, influenciada por energia (5,34%) e higiene (1,75%). Belém teve a menor alta, 0,16%, por recuos em energia (-3,83%) e passagens aéreas (-11,01%).









