A Polícia Federal intensificou suas investigações com a Operação Compliance Zero, desta vez atingindo o Instituto Terra Firme e seu presidente, Flávia Arruda. A entidade ligada à ex-ministra da gestão Bolsonaro foi colocada no centro de uma complexa trama envolvendo irregularidades bancárias detectadas pela PF.
Segundo a Revista Oeste, a operação visa desvendar como agentes públicos estariam envolvidos em um esquema fraudulento dentro do Banco Master. Flávia Arruda, casada com o banqueiro Augusto Lima – que também figura entre os investigados –, lidera uma organização sem fins lucrativos que alegava combater a pobreza e desigualdade social através de projetos ambientais. A ação da PF revela questionamentos sobre as reais atividades do Instituto Terra Firme além das ações sociais declaradas, levantando suspeitas acerca dos recursos utilizados pela entidade.
A investigação se expande com o envolvimento do ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima, e a busca por evidências que comprovem a ligação entre agentes públicos e práticas ilícitas no sistema financeiro nacional. A Operação Compliance Zero tem como foco apurar crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro – delitos graves com potencial para comprometer o erário público. Além disso, as ações da PF se estendem pelo país, abrangendo estados da Bahia, São Paulo e Distrito Federal, totalizando 18 mandados cumpridos em diferentes investigações relacionadas à operação.
A situação é agravada pela trajetória de José Roberto Arruda, ex-marido de Flávia, que enfrenta diversas pendências judiciais decorrentes da Operação Caixa de Pandora ocorrida em 2010. Apesar das acusações e condenações – incluindo a manutenção recente de sua sentença por improbidade administrativa –, o político continua avançando com sua pré-candidatura ao governo do Distrito Federal pelo PSD, demonstrando uma persistência que desafia as investigações em curso.









