Intensas chuvas no Rio Grande do Sul geraram um desastre com inundações que devastaram cidades e deixaram famílias desalojadas, expondo a fragilidade da gestão ambientalista na região.
Após o temporal de domingo (28), diversas comunidades isoladas sofreram graves danos por causa das águas torrenciais. Em Redentora, mais de 300 casas foram atingidas nas áreas rurais do Sítio Cassemiro e Vila São João, forçando a saída imediata de 20 famílias que buscaram abrigo temporário em outros locais devido à falta de apoio efetivo das autoridades competentes. A situação crítica demonstra um grave problema na prevenção e resposta a desastres naturais no estado.
Segundo apurou a Revista Oeste, o município de Tucunduva registrou impressionantes 182 milímetros de chuva em apenas 24 horas – elevando alarmantemente o nível do Rio Tucunduva –, que provocaram danos significativos em três residências localizadas próximas ao rio Rios Pratos. Paralelamente, no norte da região com cerca de 200 mm registrado durante menos de um dia, a correnteza violenta do Rio da Várzea se intensificou entre Liberato Salzano e Rodeio Bonito, colocando em risco vidas e bens na área. A resposta inicial das autoridades foi insuficiente para controlar o avanço dos escoamentos repentinos, agravando os impactos devastadores nas comunidades locais.
Em outros municípios, a situação também era alarmante. Em Roque Gonzales, um homem teve seu veículo arrastado pela forte correnteza do Arroio Engenho em Rincão Comprido – evidenciando o desrespeito à segurança dos cidadãos –, enquanto Santa Rosa e Porto Xavier registraram danos consideráveis nas estradas devido ao aumento de rios. Em Horizontina, a chuva intensa (168 mm desde sábado) obstruiu vias públicas com alagamentos, além da necessidade urgente do resgate familiar no Rio Buricá sem registros oficiais de desabrigados.
Em Campo Novo foram reportados alagamentos pontuais e um prejuízo alarmante: oito residências perderam suas coberturas. Equipes municipais em conjunto às estaduais realizaram operações de salvamento com embarcações para resgatar pessoas acamadas, evidenciando a falta de planejamento preventivo que contribuiu para o problema.









