Revista Oeste / Reprodução

O Irã desencadeou uma série de ataques contra Israel na segunda-feira, 30 de janeiro. A ação militar ocorreu simultaneamente a bombardeios conduzidos por forças israelenses em Teerã. A agência de notícias Reuters divulgou detalhes sobre o incidente.

Segundo a Revista Oeste, duas ondas de mísseis foram lançadas contra Israel, e dois drones provenientes do Iêmen foram interceptados pelas forças de defesa israelenses. O evento se insere em um contexto de crescente tensão, ocorrendo dois dias após os houthis, aliados do Irã, realizaram disparos de mísseis contra o território israelense.

Adicionalmente, o Hezbollah, operando no Líbano, também lançou ataques com foguetes, intensificando a escalada do conflito. A Revista Oeste reportou que Israel respondeu com ataques a infraestruturas militares em Teerã e a instalações do Hezbollah em Beirute, causando uma densa fumaça preta sobre a capital libanesa.

Em meio à escalada, o governo iraniano afirmou ter recebido propostas de paz dos Estados Unidos, transmitidas por meio de intermediários após reuniões de ministros de Paquistão, Egito, Arábia Saudita e Turquia no domingo, 29 de janeiro.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou as propostas como inaceitáveis. Donald Trump, então presidente dos EUA, viajou pelas redes sociais, declarando que Washington estava negociando com um “regime mais razoável” para resolver o conflito no Irã, e alertou sobre o Estreito de Ormuz.

De acordo com a Revista Oeste, Trump ameaçou atacar usinas elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano, caso não haja acordo em breve. Ele também considerou a possibilidade de atacar instalações de dessalinização, que fornecem água potável ao país.

Um oficial do Paquistão, envolvido nos esforços de mediação, indicou que negociações diretas entre Washington e Teerã são improváveis nesta semana, embora as autoridades continuem buscando um diálogo acelerado. O Parlamento iraniano está avaliando a possibilidade de deixar o Tratado de Não Proliferação Nuclear.

A pressão sobre os mercados de energia global é amplificada pelo bloqueio quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás. A Revista Oeste mencionou que Trump considerou a possibilidade de assumir o controle da Ilha de Kharg, uma operação que exigiria a presença de tropas terrestres. Apesar disso, Trump expressou a esperança de que um cessar-fogo possa ocorrer rapidamente.

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