O governo italiano, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, recusou o acesso à base aérea de Sigonella, na Sicília, para aeronaves militares americanas destinadas a missões de combate no Irã.
Segundo a Gazeta do Povo, a decisão foi confirmada por fontes da Reuters, que inicialmente divulgaram a informação. A base, localizada no leste da ilha, serviria como ponto de parada para alguns bombardeiros americanos.
A recusa se baseia no fato de que os Estados Unidos não solicitaram formalmente a autorização e a liderança italiana não foi consultada, conforme estabelecido em tratados que regulamentam o uso de instalações militares americanas em território italiano.
As primeiras verificações indicaram que os voos não eram de natureza comum ou logística, portanto, não estavam cobertos pelos acordos existentes entre os países.
O Corriere della Sera, juntamente com a Reuters, não especificou a data ou o número exato de aeronaves que teriam pousado na base. Até o momento, o Pentágono e o Ministério da Defesa italiano não emitiram declarações sobre o ocorrido.
A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, já havia anunciado anteriormente que a Espanha não permitiria o uso de suas bases de Rota e Morón, nem o espaço aéreo, para operações relacionadas à guerra contra o Irã.
De acordo com a Gazeta do Povo, a gestão do socialista Pedro Sánchez considera o conflito “profundamente ilegal e injusto”, referindo-se ao regime iraniano.









