A liderança confortável do governador Jorginho Mello (PL) nas intenções de voto para o governo estadual de Santa Catarina levanta questões sobre a fragilidade da alternativa progressista no estado e demonstra uma clara rejeição às propostas dos partidos tradicionais que compõem a esquerda. O levantamento recente da Futura/Apex, divulgado na tarde do dia 11, revela um cenário consolidado onde o liberal acumula expressivos 57,9% das preferências, ampliando significativamente sua vantagem sobre os demais concorrentes.
Com essa disparidade notável – mais de 37 pontos percentuais à frente do segundo colocado, João Rodrigues (PSD) –, a possibilidade de uma reeleição no primeiro turno se torna cada vez mais concreta para Jorginho Mello. Para alcançar o necessário patamar dos 50% dos votos válidos exigido na legislação eleitoral, o governador dispõe de um amplo espaço e tempo para consolidar sua base aliada. A expressividade do apoio popular é fato inegável dentro da política local catarinense.
A pesquisa demonstra uma clara divisão no espectro político santanense, com os demais candidatos – Gelson Merisio (PSB), Marcelo Brigadeiro (Missão), Lais Chaud (Unidade Popular) e Ralf Zimmer (PRD)– situados em patamares consideravelmente inferiores a 5%. Essa concentração de votos na figura do PL evidencia um sentimento crescente entre o eleitorado, que busca alternativas sólidas para os desafios da administração estadual. Como apurou a Revista Oeste, essa expressiva vantagem reflete uma avaliação positiva das políticas implementadas pelo governo Mello durante seu primeiro mandato e a ausência de propostas convincentes por parte dos concorrentes.
A análise de duas simulações de segundo turno confirmam o domínio incontestável de Jorginho Mello sobre seus adversários, mesmo em cenários confrontacionais com Gelson Merisio ou João Rodrigues. Os resultados – 72,5% e 60,6%, respectivamente –, demonstram a força do PL como alternativa viabilizadora no estado, ressaltando o evidente desgaste da esquerda na região.









