O ex-ministro José Dirceu (PT) descartou categoricamente a estratégia de “Lulinha paz e amor” utilizada pelo partido nas eleições atuais, em um discurso proferido durante sua celebração de 80 anos. Segundo a Gazeta do Povo, Dirceu enfatizou a necessidade de uma campanha com o objetivo de conquistar a maioria do eleitorado brasileiro.
“Nós devemos deixar claro para o povo brasileiro que esta não é uma campanha de ‘Lulinha paz e amor’. É uma campanha que deve resultar na vitória da maioria do povo brasileiro”, declarou. O petista afirmou que busca uma “revolução política e social”, afastando-se da abordagem mais branda defendida anteriormente.
Dirceu qualificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como um “golpista”, comparando-o diretamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrenta condenações por supostas tentativas de golpe de Estado. O ex-ministro reiterou suas declarações feitas no último domingo (15), durante seu aniversário em São Paulo.
A declaração mais surpreendente veio com a alegação de que, caso Flávio seja eleito, o Brasil seria governado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus interesses. “Ele tomou um lado no mundo, o lado do Trump, o lado da guerra. Não podemos imaginar o Brasil governado por ele”, afirmou Dirceu.
A celebração, realizada em um restaurante em Brasília, contou com a presença de figuras como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além dos ministros Gleisi Hoffmann, Esther Dweck e Camilo Santana. Durante o evento, Dirceu apresentou seu jingle de campanha para a eleição da Câmara dos Deputados, com o objetivo de retornar àquela casa legislativa no próximo ano, após seu afastamento em 2005 devido ao escândalo do Mensalão.
O ex-ministro defendeu uma investigação aprofundada sobre o banco Master e os descontos irregulares do INSS, criticando o que ele considera uma “subversão” do combate à corrupção. A Gazeta do Povo reportou que Dirceu apontou que a “ditadura” foi promovida em nome da luta contra a corrupção, que posteriormente se transformou em subversão.
O discurso de Dirceu ecoou o alerta do presidente Lula, que em um evento recente classificou a eleição como uma “guerra”, ressaltando os riscos à democracia e a necessidade de combater a desinformação nas redes sociais. “Eles são desaforados e nós não podemos ficar quietinhos. Não tem essa mais de ‘Lulinha paz e amor’. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados para ela”, disse Lula.
“Se considerarmos o que alcançamos em comparação com nossos adversários, já vencemos essas eleições. No entanto, isso não é o que determinará o resultado. Não se iluda. A nossa narrativa política será determinante para a vitória”, concluiu Dirceu.









