A Justiça do Paraná determinou o bloqueio de R$ 200 mil em contas da Fictor Invest a pedido de uma investidora que alega não ter recebido os rendimentos prometidos. A medida foi concedida mesmo com o processo de recuperação judicial da empresa em andamento desde o mês passado no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Representada pelo escritório Stella Advocacia, a aplicadora investiu R$ 200 mil com expectativa de retorno mensal, mas não obteve os valores contratados. A juíza responsável destacou a crise financeira e a provável insolvência da companhia, apontando risco imediato ao reembolso da credora.
Em novembro do ano passado, o Grupo Fictor apresentou proposta de compra do Banco Master um dia antes da liquidação determinada pelo Banco Central. Três meses depois, o grupo protocolou o pedido de recuperação judicial, justificando a iniciativa como forma de criar ambiente de negociação estruturada e tratamento igualitário para garantir a continuidade sustentável das operações.
A empresa atribuiu as dificuldades à decisão do Banco Central, que teria prejudicado sua reputação, aumentado rumores de mercado e reduzido drasticamente a liquidez tanto da Fictor Invest quanto da holding. No mês anterior, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do TJ-SP, já havia ordenado o bloqueio de R$ 150 milhões para assegurar pagamento de contrato ligado a operações de cartões de crédito empresariais.
Em nota, o Grupo Fictor informou que “todos os esclarecimentos sobre a situação financeira e as operações do grupo estão sendo prestados exclusivamente no âmbito dos procedimentos judiciais e administrativos em curso, com total transparência perante as autoridades competentes e credores”. A empresa acrescentou que não comentará questionamentos fora dos autos e reafirmou compromisso com a legislação e com a condução responsável do processo de reestruturação.









